Decepção eu tive, quando me aproximei de uma conhecida, moça, de boa aparência externa, cruel, runa e acostumada a fazer perversidades.
A vi chorando em prantos, soluçando sem parar. Pensei: Algo muito grave deve estar acontecendo, ou alguém a magoou muito.Perguntei com certa preocupação o que houve. Então ela me disse balbuciando no choro:
"Estou muito abalada. Não poderei fazer a obra ruim que tanto esperava. Sei que vou partir antes disso, não sou de Deus mesmo, desejo de todo coração ainda fazer muita ruindade e só espero que minha raça ruim de runas, a façam por mim."
Cheguei a uma conclusão drástica sobre o choro sentido. Nem todas as lágrimas, expressam o sofrimento de um amor perdido, de um arrependimento, ou de uma injustiça vivida seja ele qual for o motivo.
Há choro que traz a carga da morte, o peso de uma dor maligna, e faz pensar o quanto a ruindade destrói valores reais e a transformam em mentiras da grósnia, porque são lágrimas de Baltimor."
"NÃO SE COMPADEÇA POR LÁGRIMAS MALIFAS, ANTES OBSERVE BEM, E SE AFASTE SE FOR PRECISO. NEM TODAS AS LÁGRIMAS EXPRESSAM VIRTUDE E MERECEM SENTIMENTOS DE COMPAIXÃO."
Psicóloga, poetisa
Nilma Da Silva Coimbra
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